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  • Astrid Gambardella - Psicóloga

Será que estou ficando paranoico?

Atualizado: 4 de jan.


Quem um dia não se perguntou se estava ficando paranoico ou paranoica?


Ou quantas vezes pensamos que alguém estava assim?


A paranoia é um termo utilizado por especialistas em saúde metal para descrever desconfiança ou suspeita altamente exagerada ou injustificada.


No entanto a palavra paranoia é frequentemente utilizada numa conversa cotidiana, em geral em momentos de rancor e de forma incorreta. Atenção: uma simples desconfiança não é paranoia.


A paranoia é quando existe uma desconfiança irreal dos outros ou sensação de perseguição ou a ideia de que estão tentando prejudica-lo na sua vida profissional ou pessoal, isso sim são características de pessoas paranoicas.


Essa desconfiança excessiva pode causar inconvenientes na vida social, profissional e afetiva, pois se torna difícil construir um relacionamento ou trabalhar com alguém que não acredita no outro e nas suas boas intenções.


Desconfiadas


A desconfiança permanente é um sinal inconfundível de paranoia. Pessoas com distúrbio paranoide de personalidade estão constantemente em guarda, por enxergarem o mundo como um lugar ameaçador. Tendem a confirmar suas expectativas, agarrando-se a mínimas


evidências que confirmem suas suspeitas, e ignoram ou distorcem qualquer prova em contrário. Estão sempre alertas, procurando sinais de alguma ameaça.


Hipersensíveis


Por estarem excessivamente alertas, as pessoas com distúrbio paranoide de personalidade percebem qualquer minúcia e podem ofender-se sem motivo. Em consequência, tendem a ser excessivamente defensivas e hostis. Quando cometem algum erro, não reconhecem a culpa, nem aceitam a mais leve crítica. Entretanto, são extremamente criticas em relação aos outros. Pode-se dizer que tais pessoas fazem “tempestade em copo d’água”.


Frias e Distantes


Além de serem polemicas e irredutíveis, as pessoas com distúrbio paranoide de personalidade têm dificuldade de manter vínculos afetivos. Parecem frias e evitam relacionamentos interpessoais. Orgulham-se de serem racionais e objetivas.


Outros sintomas são:


Isolamento voluntário de momentos sociais;

Se sentir facilmente ofendido;

Comportamento defensivo e hostil;

Não ser capaz de aceitar criticas e perdoar quem supostamente lhe causou mal;

Não conseguir confiar em outras pessoas;

Suspeitar de tudo o que os outros fazem;


Crença de que as pessoas estão mentindo ou planejando algo ruim para você

Ser incapaz de se comprometer com alguém ou algum projeto;

Pensar que as pessoas estão falando mal de você;

Ter relacionamentos difíceis;

Acreditar que o mundo é um local perigoso;

Acreditar em teorias da conspiração;

Desconfiar até de pessoas próximas;

Se sentir constantemente perseguido.


Causas da paranoia


1. Privação do sono


Ficar uma única noite sem dormir provavelmente não vai causar pensamentos paranoicos. Mas se você perder o sono frequentemente, eles podem começar a rondar a sua mente. Você pode não pensar tão claramente quanto antes uma vez que a falta de sono atrapalha funções cognitivas básicas.


Dessa forma, você pode começar a acreditar que as pessoas estão planejando fazer algo contra você quando, na verdade, todos estão agindo como sempre agiram. Em casos extremos, você pode até ter alucinações visuais e auditivas.


Procure dormir entre 7 a 9 horas por noite para cuidar da saúde mental. Se estiver vivendo uma situação que torne difícil ter uma noite de sono completa, tire cochilos durante o dia para recuperar o sono perdido.


2. Estresse


O estresse prolongado possui consequências semelhantes à privação do sono. Você pode começar a ter pensamentos incomuns sobre as pessoas com quem convive ou desconhecidos.


O estresse, neste caso, não precisa estar ligado somente a situações negativas, como uma rotina agitada de trabalho. Ocasiões tipicamente felizes, como um casamento, podem desencadear uma quantidade de estresse capaz de incentivar pensamentos paranoicos se você não cuidar de si mesmo.


Para aliviar a tensão emocional e física, você pode mudar o foco do fator estressor. Fazer uma caminhada, sair com os amigos, praticar um hobby e simplesmente relaxar enquanto assiste TV, lê um livro ou medita são atitudes que você pode adotar para combater o estresse.


3. Condições de saúde mental


. Transtorno de Personalidade Paranoide: a maioria das pessoas com essa condição consegue levar uma vida funcional, apesar dos sintomas.


. Transtorno Delirante: convicções falsas são a principal característica dessa condição. Elas persistem por cerca de um mês ou mais e permanecem inalteradas perante evidências claras de que elas não estão corretas. Ainda assim, a pessoa delirante não acredita na verdade e continua a alimentar seus delírios.


. Esquizofrenia Paranoide: é a condição mais severa e é caracterizada por desilusões grandiosas e ilógicas, como acreditar que seus pensamentos estão sendo compartilhados no rádio. Alucinações também são muito comuns. Uma pessoa com esquizofrenia paranoide dificilmente consegue levar uma vida normal sem tratamento adequado.


4. Alzheimer


O Alzheimer e outras patologias associadas à demência podem mudar o cérebro drasticamente. Deste modo, o idoso com essa condição pode começar a suspeitar das pessoas à sua volta, sejam parentes ou cuidadores. Podem esconder objetos de valor, por acreditar que alguém poderá rouba-los.


Tipos de tratamento para paranoia


O tratamento depende da causa e da severidade dos sintomas, mas é geralmente composto por medicamentos psiquiátricos e psicoterapia.


A terapia tem a intenção de ajudar as pessoas paranoicas a reconhecer e aceitar a sua vulnerabilidade, elevar a sua autoestima, aprender a confiar nos outros e aprender a expressar e administrar emoções.


Além disso, a terapia ajuda pacientes a desenvolver habilidades sociais e formas saudáveis de comunicação. Assim, a pessoa paranoica pode, aos poucos, começar a se abrir para os outros.