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  • Astrid Gambardella - Psicóloga

Os 4 acordos ou compromissos para viver feliz e em harmonia

Atualizado: Fev 24


Há milhares de anos atrás, os Toltecas eram conhecidos no sul do México como " homens e mulheres de sabedoria".


Os Toltecas diziam que o ser humano faz centenas de acordos ou compromissos consigo mesmo, com seus sonhos de vida, com Deus, com a sociedade, com seus pais, com seu cônjuge e filhos. No entanto, os acordos mais importantes são os que fazemos com nós mesmos.


Para a milenar cultura mexicana tolteca, desde o momento do nascimento, começamos a interpretar a realidade por meio de acordos e desta maneira concordamos com várias coisas do mundo, como por exemplo o que é uma mesa e o que é um vestido, mas também o que é “certo” e o que é “errado”. Até quem somos ou qual é o nosso lugar no mundo, na família, na sala de aula ou no trabalho, também faz parte de um acordo. Para esse processo, o filósofo mexicano de origem tolteca Miguel Ruiz chama isso de domesticação.

“A domesticação é tão poderosa que, em determinado momento de nossas vidas, não precisamos mais que ninguém nos domine. Nós não precisamos de mãe ou pai, escola ou igreja para nos domesticar. Somos tão bem treinados que somos nossos próprios domadores. Somos um animal auto domesticado “.


De acordo com Miguel Ruiz, a filosofia tolteca propõe quatro acordos básicos:

1. Seja impecável com palavras

A palavra tem força e poder; a palavra cria tanto o bem quanto o mal. Cabe a nós saber usá-la para o bem.

Com ela consolamos, animamos, salvamos, amamos os que nos rodeiam, mas também aniquilamos a confiança e a autoestima, condenamos, insultamos e atropelamos as pessoas. A palavra também exerce um poder em nós mesmos: o que dizemos está nos criando todos os dias. Quando reclamamos, nos tornamos vítimas; quando criticamos, nos tornamos vítimas.

Por isso “Use as palavras apropriadamente. Use-as para compartilhar amor. Use esta magia branca começando por você. Seja impecável com a palavra “.


2. Não tome nada como pessoal

É muito comum que, devido às ações de outras pessoas, ficarmos de mau humor; Isto é em parte porque dependemos muito da opinião dos outros e raramente paramos para pensar que talvez a outra pessoa esteja projetando seus problemas e inseguranças em nós.

Vale a pena lembrar do ditado: “o que João diz sobre Pedro diz mais sobre João do que sobre Pedro”.

3. “Não faça suposições”

Responda a esta pergunta: quantas vezes você imaginou ou fantasiou que as coisas que outros falavam tinha a ver com você?

Existe uma teoria que diz que o ser humano tende a dar maior importância para as más notícias devido ao instinto de sobrevivência. Agora, se assumirmos que os outros têm uma ideia negativa de nós, quanto dano isso pode nos causar? Quanta negatividade irá passar pela nossa cabeça enquanto estamos pensando em tal coisa? Por isso que fofoca é algo que prejudica nossas relações sociais e deve ser evitada. Se você tiver alguma dúvida, crie coragem e pergunte. Não crie suposições. Isso poderá se tornar um veneno nas suas relações.


4. “Sempre dê o seu melhor”

Essa ideia é resumida da seguinte forma: o dia em que você dá o máximo do seu esforço, da melhor maneira possível e, da maneira que você acredita, te levará a aceitar as consequências de suas ações.

Damos o que podemos dar, fazemos o que podemos fazer, mas não se comprometa a dar mais do que você pode dar. Este princípio tolteca lida com a importância de aceitar e conhecer nossos limites, porque conhecê-los também tornará mais fácil para nós saber se estamos fazendo menos ou mais do que poderíamos fazer.

Os 4 princípios ou “acordos” foram inspirados por uma antiga civilização cujas condições de vida eram muito diferentes das nossas, no entanto seus ensinamentos continuam valendo nos dias atuais.